Bairro da Glória, Rio de Janeiro
Oi, gente!
Hoje mostraremos a vista de um bairro que eu considero muito especial, ja que foi onde passei minha infância, o Bairro da Glória, no Rio de Janeiro. Um morador, Sandro Howard, abre o seu apartamento e nos mostra um pouquinho do lugar. Imperdível.
Mais sobre a Glória:
Glória é um bairro da Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil. É um bairro de classe média. Localiza-se entre os bairros da Lapa, de Santa Teresa, do Catete e do Flamengo. É, junto com o bairro de Santa Teresa, o bairro da Zona Sul carioca mais próximo ao Centro da cidade.
História:
Segundo o escritor francês Jean de Léry, que fez parte da expedição francesa que tentou implantar a França Antártica na Baía de Guanabara, existia uma aldeia tupinambá no sopé do atual Outeiro da Glória, em uma das foz do Rio Carioca. Tal aldeia se chamava Kariók ou Karióg (“casa de carijó”) e teria dado origem ao atual gentílico da cidade do Rio de Janeiro, “carioca”[1][2]. Na região, ocorreram violentos combates entre portugueses e franceses durante a invasão francesa ao Rio de Janeiro no século XVI, pois os franceses e os tupinambás construíram uma forte paliçada na região. Em uma dessas batalhas, foi mortalmente ferido o líder português Estácio de Sá.
O bairro deve seu nome à Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro, construída no século XVIII. Em torno da igreja, consolidou-se o povoamento do bairro. Nela, foi batizado o escritor Lima Barreto. A igreja teve papel de destaque na corte de dom João VI. O imperador brasileiro dom Pedro II batizou-se nela[3]. Atualmente, é o local onde são batizados os descendentes – do ramo fluminense – de dom Pedro II.
Até os anos 1930, era considerado o “Saint-Germain-des-Prés carioca”, pois, desde fins de 1880, abrigava hotéis que serviam de residência a deputados e senadores em exercício no Rio de janeiro, então capital federal. Boa parte de seus modelos arquitetônicos e urbanismo inspiraram-se em Paris: basta considerar a Praça Paris, um verdadeiro jardim francês.
Entre os anos 30 e 60 do século XX, os casarões em estilo eclético e boa parte das vilas operárias deram lugar a prédios, que acabaram dando ao bairro o aspecto que tem hoje.







