Vida de Mochileiro- Entrevista com Alexandre Borim
Entrevista Alex Borim – Vida de Mochileiro:
Se apresente para a Latino Szene TV. Quem é vc? Qual sua profissão?
Meu nome é Alexandre Borim, mas podem me chamar de Alex, pq é assim que os alemães me chamam, pq a maioria deles não consegue pronunciar bem meu nome.
Sou conhecido na Internet por “Frozen Stolichnaya”. Sou metade brasileiro e metade argentino… Tenho as duas nacionalidades e amo os dois países… Sou um “brasentino”… Sou professor por profissão e me autoidentifico como um mochileiro de carteirinha.
Como é a vida de mochileiro?
A vida de mochileiro é cheia de aventuras, cheia de novos conhecimentos, porque você nunca pode prever o que vai acontecer em uma viagem. Mas também é uma vida que precisa de planejamento e responsabilidade para poder se aventurar pelo mundo.
Como você decidiu viajar pelo mundo? Quantos países conhece?
Minha primeira viagem internacional foi aos 12 anos de idade. Eu disse para minha mãe que ia dormir um fim de semana na casa de um amigo, e o pai dele fazia excursões para o Paraguay. E eu fui ao Paraguay sem a minha mãe saber, sem documentos… e entrei no país, tirei umas fotos e voltei no dia seguinte todo feliz porque tinha conhecido um outro país… Desde então, não quis mais parar… E o espírito de mochileiro vive na minha alma… Eu conheço ao total 42 países… Se possível você pode me ajudar a contar, bom mais ou menos assim: Na America do Sul: Brasil, Argentina, Paraguay e Chile (4) Na América do Norte: USA (1) Na África: Egito (1) Na Ásia: Turquia, Emirados Árabes, China e os territórios independentes de Macao e Hong Kong. (5) Na Europa (dificil contar): Portugal, Espanha, Franca, Alemanha, Bélgica, Holanda, Luxemburgo, Polonia, Rep. Checa, Áustria, Suica, Itália, Vaticano (menor país do mundo), Grécia, Croacia, Bósnia e Herzegovina, Montenegro, Romênia, Bielorrússia, Letonia, Lituania, Finlândia, Suécia, Dinamarca, Noruega, Irlanda e Inglaterra (Acho que nao esqueci nenhum)! (27)
Quais são as delícias e as dificuldades para quem vive uma vida peregrina?
A primeira dificuldade são pensamentos negativos e opiniões de outras pessoas que não entendem o que é o mochilão e as vezes criticam o seu estilo de vida. Depois, claro, há as dificuldades e burocracias de visto, planejamento e outras coisas.. Mas isso com o tempo a gente tira de letra.
Qual foi o maior aprendizado nas suas andanças?
Aprender a dar valor às pequenas coisas da vida… Coisas que temos todos os dias em casa, mas a gente nunca pára para reconhecer como é bom… Um banho quente, uma comidinha caseira, uma cama confortável. Eu costumo dizer que cada vez que eu faço uma viagem, eu nunca volto o mesmo, eu sempre aprendo um pouquinho mais por onde eu passo.
Quais as dicas que você daria para pessoas que viveram experiências semelhantes?
Aos mochileiros que já tem certa experiência, eu aconselho a dividir estas experiências através de livros, blogs e palestras… E os que têm vontade de sair pelo mundo, que o façam, realizem seu sonho, porém com cautela e responsabilidade.
Quais são as peculiaridades de uma vida como a sua?
A coisa mais divertida é você dormir em um país e acordar em outro… Com uma língua e cultura completamente diferentes do país que você estava… Eu acho isso incrível! Como pode em tão pouco tempo e às vezes em curtas distâncias, mudar completamente os costumes e culturas.
O que tem de inesquecível na sua jornada?
Quando eu saí da casa dos meus pais, lembro do meu pai me dizendo: “ em tês ou quatro meses o seu dinheiro vai acabar e você vai voltar para casa… cuidado meu filho”, e minha mãe não disse nada, seus olhos me diziam tudo… Um “eu te amo” e” tome cuidado, por favor”… Cada vez que eu piso em um novo lugar, é como se tocasse uma musiquinha na minha cabeça: “paparapapa” Mae, Pai eu consegui!!! Mais um país!!! e isso é algo que torna minha jornada inesquecível.
Como surgiu a idéia do site? Por qual razão em espanhol?
Eu tinha muitas fotos no computador, e conversando com outros amigos mochileiros, eles me deram a idéia de dividir isso com outras pessoas… Por isso resolvi começar a escrever e dividir minhas experiências… O site está em espanhol, pq espanhol também é minha língua materna e o espanhol é uma língua que eu posso alcançar mais pessoas. Digamos que é uma língua mais comercial que o português. Mais pessoas estudam espanhol, é falada em mais países e geralmente quem fala português, com certa ateção também pode entender espanhol… Assim eu alcanço o público latino e os europeus que estudam espanhol.
Explica o nome do site e por qual razão.
“Frozen Stolichnaya” , na tradução literal é Stolichnaya (uma vodca russa) congelada. Eu saí de Buenos Aires numa van com 12 pessoas em direção a Santos. Fomos fazer uma entrevista para trabalhar numa grande empresa de cruzeiros marítimos e viajar pelo mundo. Era meu sonho! Das 12 pessoas que rodaram mais de 2000 km para fazer a entrevista, 3 foram reprovadas… e eu estava entre estas três. Eu tinha me preparado relativamente bem, mandei bem na maioria das respostas, até que entrou no tema: “vodkas” e me perguntaram o nome de uma vodka russa que eu não sabia , e o entrevistador me disse: A resposta é Stolichnaya, você está fora da seleção!… Me congelei, fiquei frustrado.. vi meus amigos embarcarem para viajar na companhia e eu voltei para minha vida de professor em Buenos Aires. Decidi usar o nome para reerguer e fazer por mim mesmo o que eu queria… Uns meses depois saí de Buenos Aires e vim para França onde fiquei 4 meses e logo Alemanha, onde tudo começou…
Quem banca as suas trips?
Meus primeiros mochilões pela América do Sul e Europa sairam todos do meu bolso… Comecei com viagens de fim de semana e de curtas distâncias… Logo, a partir do momento que comecei a ficar mais conhecido, as coisas foram melhorando… Hoje, algumas empresas patrocinam alguns dos meus projetos, como livros e viagens.
Vc já viajou de quais meios de transporte, pega carona?
Já peguei carona, mas é algo que não recomendo… A filosofia do mochileiro, presa a “liberdade” e liberdade é sinônimo de “indepêndencia”. Acho que a partir do momento que você entra no veículo de um estranho, vc passa a depender de alguém q vc nunca viu na vida… algo dificil de explicar… Já peguei uma vez carona na Itália, pq perdi o último trem a Pisa e uma vez na Croácia pq não haviam taxis entre o aeroporto e a cidade… Mas gracas a Deus nunca tive problemas, mas prefiro evitar… Já viajei de bicicleta, trem, avião, ônibus, carro, navio e barcos… As viagens terrestres para mim são as melhores, adoro comparar paisagens.
O porto seguro é a Alemanha?
Sim… A Alemanha foi o país que me acolheu, que abriu todas as portas para mim… Eu amo este país!
Quais os lugares que mais te impressionaram? Por quê?
Meus países preferidos foram a Romênia (sempre tive vontade de conhecer a cultura e o fascínio do povo cigano que na sua maioria vive aí)… A Bósnia e Herzegovina também foi um país que me atraiu muito, eu tinha uma imagem completamente distorcida do país e fiquei de boca aberta ao ver Sarajevo e as belas paisagens… e gosto dos países nórdicos em geral: Dinamarca, Suécia, Finlândia, Noruega…
Você encontra outros brasileiros na sua caminhada?
Muitos… Nao só brasileiros, mas latinos em geral… estão em todos os lados… Faço amizade rapidinho!!!
Quantas linguas vc fala e quais foram as mais difíceis de se aprender?
· Português, minha língua materna…
· Español que también es mi lengua materna… Y no hablo como los españoles, sino como los argentino con la persona “vos” y el acento algo más marcado. (espanhol)
· Je parlais français, parqué j´ai étudié français dans l´université. (francês)
· I speak also English, because it´s the most important language in the world and without English is almost impossible to travel. (ingles)
· Ich spreche Deutsch, weil seit 2007 ich in Deutschland lebe. (alemão)
· Eu vorbesc româneşte, pentru că am mulţi prieteni în România şi îmi place limba. (romeno)
Francês e romeno para quem fala espanhol e português são mais fáceis de aprender, pq todas pertencem ao mesmo grupo, tem a mesma raíz gramatical. O inglês a gente tem o contato na escola, nas músicas, no dia a dia… Acho que o alemão foi o mais dificil de se aprender, porém este ano eu estou provando minha maior aventura linguística. Tenho uma amiga que aprende espanhol comigo e ela me ensina seu idioma materno… Eu já mochilei pelo país dela, mas em regiões onde estão todos acostumados com turistas, para o ano que vem, quero mochilar no interior do país e conhecer a fundo a cultura… por isso estou me dedicando a aprender este idioma… Vamos ver se vocês advinham qual é? Uma dica, não é preciso ir muito longe para praticá-lo… Aqui mesmo na Alemanha, há muitas pessoas que falam este idioma…
Nos fale um pouco dos livros, em que língua säo publicados e nos conte o conteúdo.
“Volta ao Mundo com Frozen… Stolichnaya” é uma série de 4 livros, publicada em inglês, espanhol e português, que conta minhas aventuras pelo mundo… Têm informacões geográficas, históricas, dados gerais dos países onde estive, além de dicas para mochileiros, como chegar, onde comer, onde dormir, etc… Os 2 primeiros volumes já estão à venda e os outros 2 estão sendo trabalhados para serem lançados até o fim do ano… O volume 4 é inteiramente dedicado à Alemanha.
“O Planeta é uma bola que rebola lá no céu!” (em português) é um livro infantil, que ajuda as crianças a identificarem o nosso planeta. É uma mistura de livro de geografia, com livro de contos e lendas e caderno para colorir. “Érase una vez un Argentino” (em espanhol) é um livro irônico, sobre o estilo de vida argentino, com piadas conhecidas por todos os argentinos onde eles mesmo satirizam seus costumes… Também falo um pouco da minha argentinidade e dos costumes deste país. “Thomas und Franzi” (em alemão), é uma historinha ilustrada, baseada na música „Eduardo e Mônica“, do grupo Legião Urbana. „Das Samenkörnchen und die Sonne“ (em alemão), foi um projeto realizado com meu amigo Simon Kölpin para uma empresa de Hamburgo que incentiva a plantacão de árvores… Foi desenvolvido nas Escolas Primárias (Grundschule) da cidade. É um pequeno conto que se trata do amor de uma sementinha que se apaixona pelo sol.
O planeta é uma bola que rebola no céu é um título convidativo. O que tem de especial nas páginas dessa ciranda celeste por onde andou?
Este livro ajuda os mais jovens a conhecerem melhor nosso planeta, com uma linguagem bem fácil, lúdica e divertida. Além de falar de vários países, também tem contos e lendas, ilustracoes para colorir, exercícios de memória… Onde o objetivo é ensinar brincando…
Vc se sente ainda cidadao brasileiro ou é mais cidadao do mundo?
Me sinto cidadao do mundo… Amo o Brasil, mas amo também minha liberdade e meu sonho de conhecer o mundo…
Divida com a gente situacoes de risco que viveu, ou situacoes inusitadas ou engracadas.
Risco: Quase nenhum, apenas problemas no aeroporto da Grécia por causa de greve geral, ou um dia de atraso em Portugal pelas cinzas do vulcao na Islândia. Inusitadas e engracadas: Já tive diarréia no centro de Paris… Voltando do Egito, meu amigo bateu a cabeca na porta de entrada do aviao em Nürnberg e nao podemos voar, só nossas malas viajaram e tivemos de ir direto ao hospital sem jaqueta e baixo -9 graus… Tentei comer ovos fritos na China, missao quase impossível Dormi em um hostel na Croacia, com duas mochileiras em um sofazinho e nao pagamos a conta Já tive apuros de antipátias por um guarda na Bielorrussia e ao entrar num restaurante entrei no banheiro feminino…
Como foi para vc galgar o seu espaco como mochileiro profissional?
Foi difícil… Um montao de “NAOS”, mas o importante é fazer tudo com muito planejamento e calma e devagar as coisas vao acontecendo…
O que nao pode faltar na mochila?Na bagagem?
Eletronicos: Celular que funcione em praticamente qualquer lugar, mp3 para descontrair, máquina fotografica para registrar tudo… Kit-vida: Água, barras de cereais, frutas (geralmente maca, banana, pêra ou tangerina), papel higienico, lencos umidecidos, roupas e sapatos confortáveis, guarda-chuva e capa de chuva (dependendo do clima). Um bom livro tb é sempre bom, principalmente se vc viaja sozinho.
Quanto é o mínimo necessário para se aproveitar uma cidade e se divertir?
Depende da cidade… Entre 1 ou 3 dias… 4 no máximo.. mais de 4 dias, você deixa de ser mochileiro e passa a ser turista
Como é que se monta o roteiro pela internet?
Primeiro passo: definir para onde vai, logo providenciar passagens e saber como chegar.
Segundo passo: definir quantos dias vai ficar ou se vai fazer uma ponte (ex. Se vai para outra cidade ou país ou se vai mochilar apenas no lugar de destino)
Terceiro passo: buscar um alojamento.
Qual foi o tempo máximo que vc já passou na estrada?
Mochilando sem parar, foi na Romênia… foram quase 4 meses de estradas… queria praticar romeno e conhecer melhor o país.
Importante um diário de viagens?
Eu não costumo escrever durante as viagens… Eu gosto de escrever umas semanas depois e assim poder escrever os pontos positivos e negativos da viagem.
Vc já se hospedou em casa de estranhos?
Estranhos não… mas conhecidos sim… Outros mochileiros que conheci na estrada. A partir do momento que vc sai mochilando, vc conhece outros mochileiros que partilham a mesma filosofia que a sua… É como uma religião, e a gente procura se ajudar… Ofereço sempre que posso minha casa… e com certeza em muitos lugares tenho um sofazinho para dormir
E qual o significado do albergue na vida de um mochileiro?
Albergue é a casa do mochileiro em qualquer lugar… não é sempre que eu fico em albergues, mas geralmente os uso .. já fiquei em hotéis 5 estrelas ou albergues bem baratinhos… é tudo muito relativo, depende para onde você vai viajar e seu objetivo de viagem.
Você pensa em voltar para o Brasil?
Para visitar sempre… e quero mochilar pelos Estados que não conheço… Para morar, acho que não, minha vida é aqui agora… Eu lutei a minha vida toda para realizar meu sonho e é aqui que gostaria de ficar.
O que diferencia o mochileiro de um turista convencional?
O mochileiro faz tudo praticamente sozinho… Planeja sua viagem, não depende de agências de turismo, faz o seu horário e decide seu roteiro… O turista geralmente depende de agências.
Uma mensagem para quem gosta de mochilar.
“Viva como se você fosse morrer amanhã, mas estude como se você fosse viver para sempre”!
Quem quiser te encontrar mundo a fora, como faz? Seus contatos.
Através do facebook ou orkut: Frozen Stolichnaya, ou através do www.frozenstolichnaya.com pode me deixar uma mensagem pessoal no link contato que vai direto para meu e-mail.
Por: Rafaela Carrijo.

Bairro da Liberdade- Salvador, Bahia!
Oi, gente!
Depois de escrever sobre o bairro da Liberdade de São Paulo, quero atender a um pedido de uma leitora e escrever sobre o bairro homônimo, este na Bahia.
Fui poucas vezes à Salvador e sinceramente não posso afirmar se visitei o Bairro da Liberdade, porque isso já faz muito tempo e eu não me recordo. Me recordo do Tabuleiro da Baiana, do Elevador Lacerda, do Pelourinho, mas não do Bairro da Liberdade. Eu era muito criança e fui para visitar a família ou adolescente e só queria curtir o carnaval. Pena não ter ido na fase adulta, onde aproveitaria o lado histórico da cidade. Que desperdício!
Minha mãe é baiana, de uma pequena cidade chamada Aratuipe, perto de Nazaré das Farinhas. Por isso, tenho um carinho muito especial por essa região.
A Bahia é o estado com a maior população negra do Brasil e o bairro da Liberdade, em Salvador, é o bairro que possui mais negros na Bahia. Sendo assim, entende-se que lá é o lugar com o maior número de negros do Brasil. O povoamento da Liberdade se deu logo depois da abolição da escravatura, com a ida de negros libertos e ex-escravos para o local.
Da próxima vez que viajar, vou incluir este bairro no meu roteiro. Conhecer bem a Bahia, é conhecer nossa essência, nossas origens. A verdadeira origem do povo brasileiro.
Mais informações, logo abaixo. Confiram!
Tchüsss!
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Características
Localizado no alto do platô que divide a Cidade Baixa, onde está o cais do porto, da parte elevada (Cidade Alta), a Liberdade possui uma grande concentração populacional, em geral de baixa renda – mas nem por isso dotada de uma infraestrutura própria, podendo ser considerada que tem uma vida comunitária própria, uma grande “cidade” dentro da Metrópole.
Considerado por muitos o bairro com maior quantidade de negros de Salvador, que por sua vez é a cidade com mais negros do Brasil, conclui-se que é o bairro com mais negros do Brasil.
É um bairro muito alegre, onde sempre há festas. Na Liberdade há também um plano inclinado. Da Liberdade surgiu a Associação Cultural Ilê Aiyê, bloco de carnaval que cultiva as raízes africanas e desenvolve um trabalho social que busca resgatar a auto-estima do povo negro, a partir de ações afirmativas.
É próximo da liberdade que está situado o “Centro Educacional Carneiro Ribeiro”, maior e mais pioneira iniciativa educacional do Brasil, idealizada pelo pedagogo baiano Anísio Teixeira, mais conhecida por Escola Parque – e que veio depois a inspirar a criação dos CIEPs e CIACs.
Durante a época colonial, ali passava a Estrada das Boiadas – caminho que unia a Capital aos sertões e por onde passava o gado bovino, largamente criado no interior – a fim de ser comercializado e até exportado no porto de Salvador.
Vencendo os brasileiros a guerra de Independência da Bahia, ali marcharam vitoriosas as tropas que haviam libertado o Estado do jugo colonial português – recebendo desde então a velha estrada o novo nome de Estrada da Liberdade – um sentimento, a maior data da história da Bahia, o nome deste bairro que, mais que tudo, respira Liberdade.



Cervejaria São Jorge, São Paulo!
La cervejaria São Jorge es un lugar super agradable. La decoración es muy particular con botellas de cervezas vacias en el techo, en el piso superior hay una colección de cascos de bomberos y una galeria „Dos Jorges“ con caricaturas de diferentes personajes nacionales e internacionales llamados Jorge.
Y contra la sed una refrescante cerveza que la sirven “estupidamente gelada” que en buen venezolano sería “vestida de novia”.
(Por: Soralys Guzmán)




Um brasileiro no Tenerife!- Entrevista com Paulo Zani
ADRIANA CALADO (AC) ENTREVISTA PAULO ZANI (PZ)
AC- Paulo, de onde você é no Brasil?
PZ- -Eu nasci em Niterói, mas vivi quando criança em São Paulo e em Brasília. Voltei a viver em Niterói aos 14 anos e foi daqui que comecei a viajar.
AC- Você morou no Tenerife, uma ilha na Espanha, por quê foi para lá? Morou na capital?
PZ- Fui para Tenerife a primeira vez a convite de uma amiga para conhecer, mas já desembarquei pensando em viver lá. Adorei tanto o lugar que tive que retornar para terminar a faculdade de Direito (faltavam só 6 meses) e outros projetos pessoais para poder então começar a viver em Tenerife sem deixar muitas pendências atrás.
Queria um lugar na Europa (pois tenho passaporte Italiano) mas não gosto de frio por muito tempo. Então, Tenerife reunia as condições ideais que eu buscava. Morei na parte sul da ilha, que é a mais turística, embora o norte também tenha um turismo interessante. A Capital de Tenerife é Santa Cruz de Tenerife, também chamada de A Cidade Bonita e ficava a uns 70km da minha zona, Costa Adeje. Era um passeio muito gostoso nos fins de semana ir aos shoppings e centros culturais e turísticos que existem em Santa Cruz.
AC- Como foi sair de uma cidade grande, como o Rio de Janeiro, para uma ilha com menos de um milhão de habitantes?
-Na verdade, sair do Rio para viver em Tenerife foi bem mais fácil do que ter ido viver em outras cidades, mesmo dentro do Brasil. A qualidade de vida é ótima e o clima é até melhor que o do Rio. Chove pouco e predominam os dias ensolarados. A única coisa que eu tive que me acostumar foi com a diferença de “velocidade” – ritmo de vida, em uma ilha muito mais tranquila que o Rio. Eu aprendi que em qualquer lugar, os primeiros 6 meses são de adaptação. Depois disso, vc vai saber realmente se gosta ou não do lugar em que está vivendo.
AC- Quanto tempo morou lá?
PZ- Chegamos, eu e minha mulher Cynthia, em 2002. Fomos para um primeiro estágio de 1 ano e pouco. Voltamos para o Brasil para visitar as famílias. Foi aí que sentimos que lá era a nossa nova casa. Eu voltei a viver no Brasil em 2010. Foram quase 9 anos vivendo num lugar maravilho!
AC- Em que trabalhou?
-Trabalhei em Tenerife desde o primeiro mês que cheguei, e como todo brasileiro que imigra, tive 5 empregos nos pimeiros 5 meses!! Então comecei a trabalhar no MERCADONA, uma grande rede de mercados espanhola e fiquei por 9 meses lá, até retornar para o Brasil, cumprindo o primeiro ciclo de 16 meses que tivemos lá. Quando retornamos para Tenerife, depois de umas férias no Brasil de uns 3 meses, começamos a procurar trabalhos mais de acordo com o nosso gosto e perfil. Aí sim a coisa começa a ficar perfeita, quando vc se realiza fazendo algo aí fora que vc faria muito feliz no Brasil. Buscamos e conseguimos trabalhos na área turistica. Eu trabalhei de guia de aeroporto e transferista e a minha ex mulher encontrou trabalho em agências de viagens.
AC- Foi dificil se adaptar? Já falava espanhol?
PZ_ A adaptação foi fácil e aconteceu quando começamos a sentir que gostávamos do café “Leche Leche”, do bar da esquina da nossa rua, do pão da padaria próxima à nossa casa e da praia que íamos sempre e chegávamos a dormir na areia no fim da tarde de tanta tranquilidade que sentíamos! Bem diferente das praias aqui do Rio!! Fizemos também um ótimo circulo de amigos de várias nacionalidades além dos brasileiros e saíamos sempre juntos. Todos os fins de semana nos reuníamos.
Eu já cheguei “arranhando” o espanhol, mas a Cynthia só falava o inglês, além do português, mas aprendeu o idioma local em 3 meses. Hoje ela fala e escreve o espanhol perfeitamente a ponto de corrigir os textos escritos pelas colegas de trabalho, e elas são espanholas!!
AC- Como é o povo de lá, são hospitaleiros, receptivos, gostam de estrangeiros, são abertos? Qual sua opinião?
PZ- Quanto ao povo de Tenerife, existe uma certa apreensão em relação a essa invasão de estrangeiros que a Espanha sofreu nos últimos anos. O país sempre foi um país de emigrantes e não estava acostumado, e nem preparado, para receber essa inundação de gente que ocorreu, principalmente, a partir dos anos 90. Mas eu notava que as maiores demonstrações de recusa em aceitar esse fenômeno vinham sempre das pessoas menos cultas, que se sentiam intimidadas com os recém chegados, quase sempre mais preparados para os trabalhos modernos que eles, além de terem muito mais estudos. Nessas pessoas havia um temor enorme de serem trocados por estrangeiros nos seus trabalhos. Já os espanhóis de melhor nível cultural se aproximavam dos estrangeiros, e adoravam trocar opiniões e conhecimentos. Eu aprendi muitíssimo convivendo com espanhóis e outros. Foi uma escola de vida!
AC- Por que voltou para o Brasil?
PZ- Eu voltei para o Brasil em 2010 pois a crise que atingiu a Europa se estabeleceu de forma assustadora na Espanha. No final não valia mais à pena seguir sofrendo as consequências da mesma e assim decidi retornar ao Brasil. Por agora…pois eu quero mesmo é poder voltar a viver em Tenerife ou outro lugar com essas características na Europa. Eu adoro viver aí!!
AC- O que está achando? Quais os prós e contras? Do que sente saudade da época do Tenerífe?
PZ- A adaptação, ou melhor, a “readaptação” aqui no Brasil não foi muito complicada não. Na verdade eu aprendi na Europa, com amigos indianos, que, em qualquer lugar haverá coisas que gostamos e outras que não. Então é só pegar e passar a usar tudo que vc achar legal e, educadamente, dispensar o que não gostar, ou não achar útil para a sua vida. Simples assim! O mais difícil é ver problemas que eu já não gostava aqui no Brasil como: a violência e o descaso dos governos com a saúde e a educação serem tratados pelos brasileiros como a coisa mais normal do mundo!! O europeu protesta e luta, o brasileiro se conforma e sai pra festa. São formas diferentes de viver. Então, eu defendo os meus direitos como cidadão, como fazem os europeus, mas não deixo de ir para as festas!! Sinto muita saudade da educação e da cidadania dos europeus, o resto todo é consequência disso.
AC- O que levaria do Brasil para o Tenerife e vice-versa?
PZ- Do Brasil eu levaria a alegria de viver constante que quase todo o brasileiro leva consigo o tempo todo e de Tenerife (Europa) eu traria para o Brasil a enorme educação que o povo tem e o respeito pelos demais. Isso seria perfeito para ambos os povos!
AC- Paulo, obrigada pela entrevista e boa sorte aí no Brasil. Um abraço meu e de toda a Equipe Latino Szene TV.
PZ- Querida Adriana, muito obrigado pelo prazer e oportunidade de poder responder às suas perguntas!!
Bjsssss aqui de Niterói (por hora!!!
)


Bairro da Glória, Rio de Janeiro
Oi, gente!
Hoje mostraremos a vista de um bairro que eu considero muito especial, ja que foi onde passei minha infância, o Bairro da Glória, no Rio de Janeiro. Um morador, Sandro Howard, abre o seu apartamento e nos mostra um pouquinho do lugar. Imperdível.
Mais sobre a Glória:
Glória é um bairro da Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil. É um bairro de classe média. Localiza-se entre os bairros da Lapa, de Santa Teresa, do Catete e do Flamengo. É, junto com o bairro de Santa Teresa, o bairro da Zona Sul carioca mais próximo ao Centro da cidade.
História:
Segundo o escritor francês Jean de Léry, que fez parte da expedição francesa que tentou implantar a França Antártica na Baía de Guanabara, existia uma aldeia tupinambá no sopé do atual Outeiro da Glória, em uma das foz do Rio Carioca. Tal aldeia se chamava Kariók ou Karióg (“casa de carijó”) e teria dado origem ao atual gentílico da cidade do Rio de Janeiro, “carioca”[1][2]. Na região, ocorreram violentos combates entre portugueses e franceses durante a invasão francesa ao Rio de Janeiro no século XVI, pois os franceses e os tupinambás construíram uma forte paliçada na região. Em uma dessas batalhas, foi mortalmente ferido o líder português Estácio de Sá.
O bairro deve seu nome à Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro, construída no século XVIII. Em torno da igreja, consolidou-se o povoamento do bairro. Nela, foi batizado o escritor Lima Barreto. A igreja teve papel de destaque na corte de dom João VI. O imperador brasileiro dom Pedro II batizou-se nela[3]. Atualmente, é o local onde são batizados os descendentes – do ramo fluminense – de dom Pedro II.
Até os anos 1930, era considerado o “Saint-Germain-des-Prés carioca”, pois, desde fins de 1880, abrigava hotéis que serviam de residência a deputados e senadores em exercício no Rio de janeiro, então capital federal. Boa parte de seus modelos arquitetônicos e urbanismo inspiraram-se em Paris: basta considerar a Praça Paris, um verdadeiro jardim francês.
Entre os anos 30 e 60 do século XX, os casarões em estilo eclético e boa parte das vilas operárias deram lugar a prédios, que acabaram dando ao bairro o aspecto que tem hoje.





